Proteção na folia: especialista alerta como evitar ISTs durante o carnaval e reforça sobre a testagem após a folia

Proteção na folia: especialista alerta como evitar ISTs durante o carnaval e reforça sobre a testagem após a folia

Dentre as infecções mais comuns que acontecem nesse período estão o HPV, HIV, sífilis, gonorréia, clamídia e herpes genital

Com a chegada do Carnaval, os foliões se preparam para dias de festa e diversão. No entanto, além da animação, é fundamental adotar medidas de prevenção para garantir a saúde, especialmente no que diz respeito às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A proteção é a chave para aproveitar o período festivo com segurança, e o uso correto de preservativos – internos ou externos – é uma das principais formas de evitar o contágio. 

Entre as ISTs mais comuns estão HPV, HIV, sífilis, gonorreia, clamídia e herpes genital. Contudo, o enfermeiro assistencial com ênfase em alta complexidade e coordenador do curso de Enfermagem da Faculdade FPB, Fernando dos Santos Nascimento, alerta que apenas o uso da camisinha pode não ser suficiente para garantir uma proteção completa. 

“O preservativo reduz significativamente o risco de transmissão da maioria das ISTs, mas não oferece 100% de proteção contra aquelas transmitidas pelo contato pele a pele, como HPV, herpes e sífilis. Por isso, é essencial adotar outras medidas preventivas, como a vacinação, a testagem regular e evitar contato direto com lesões”, explica o especialista. 

A prevenção eficaz inclui o uso correto do preservativo, exames periódicos para diagnóstico precoce, vacinação contra HPV e hepatite B, além da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV. 

Fernando também chama a atenção para os sinais iniciais de infecção, que podem incluir corrimento incomum, dor ao urinar, feridas ou verrugas na região genital, coceira e febre. No entanto, ele alerta que muitas ISTs são assintomáticas, o que torna ainda mais importante a realização de exames após o Carnaval, especialmente para aqueles que tiveram relações sem proteção. 

“O diagnóstico precoce permite um tratamento adequado, evitando complicações e a transmissão para outras pessoas. Fazer exames regulares é um ato de autocuidado e responsabilidade com a própria saúde e a do próximo”, reforça o especialista.

Mitos mais comuns sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), desmitificados pelo enfermeiro Danilo Martins:

“Só quem tem muitas parcerias pega ISTs.”

R: Qualquer pessoa sexualmente ativa pode contrair ISTs, independentemente do número de parcerias.

“Se não houver penetração, não há risco.”
R: Algumas ISTs podem ser transmitidas pelo sexo oral e contato pele a pele.

“Dá para saber se alguém tem IST só de olhar.”

R: Muitas infecções são assintomáticas ou têm sintomas discretos.

“Só quem tem sintomas precisa fazer exames.”
R: Testagem regular é essencial, mesmo sem sintomas, para diagnóstico precoce e tratamento.